Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

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Ingá

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Ingá é uma árvore do gênero Inga com centro de diversidade na floresta amazônica. (Foto: João Medeiros )

Ingá será uma linha de luz que explorará a caracterização de materiais por espalhamento inelástico de raios X (IXS), em que há mudança de energia dos fótons espalhados nas interações com a matéria. A linha Ingá teve parte de seu programa científico original transferido para a linha de luz Ema. O projeto desta linha está em sendo reavaliado.

 

Técnicas convencionais de difração e espalhamento de raios X, pressupõem que a energia dos fótons espalhados é igual à dos fótons incidentes, o dito espalhamento elástico. A linha Ingá explorará a caracterização de materiais por espalhamento inelástico (IXS), como por exemplo, interações entre fótons e matéria com mudança de energia (ou momento) dos fótons espalhados.

 

Todos esses experimentos podem ser combinados com instrumentações para simular ambientes de altas pressões, como as empregadas na linha de micro-espectroscopia (Ema) e técnicas de sincronização com laser para estudo da evolução temporal dos primeiros instantes de fenômenos físicos, químicos e biológicos, entre outros. Isso permitirá a investigação espectroscópica de borda de absorção de elementos leves em ambientes de alta pressão ou a evolução temporal de excitações elementares.

 

Experimentos de espalhamento inelástico demandam bastante intensidade de raios X. Portanto, dois onduladores em série serão usados para gerar um alto fluxo de fótons na amostra. Alem disso, a Ingá será capaz de operar em dois modos focalizantes. O primeiro será dotado de capacidade de micro-foco e varredura, com tamanho de feixe da ordem de 10 μm x 10 μm, sendo dedicado a quaisquer experimentos de IXS que necessitem de micro-focalização, como por exemplo mapeamento por espalhamento Raman. O segundo modo possuirá um foco tipo linha de 10 μm x 1 μm, dedicado a experimentos de tomografia direta com contraste de elementos leves por espalhamento Raman de raios X.