Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

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CONCEPÇÃO: DE 1980 A 1984

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A primeira Fonte de Luz Síncrontron brasileira e do hemisfério sul começa a ser projetada em 1987 e é inaugurada 10 anos depois, em 1997. Saiba mais sobre a história do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron no período de 1980 até 1984.

 

A história da construção de uma grande máquina para a realização de ciência de grande escala no Brasil tem início na década de 1950, com uma frustrada tentativa do então recém-criado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a operação de um sincrocíclotron – um tipo de acelerador de partículas circular – no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro.

 

Ainda nos anos 1950, na Universidade de São Paulo (USP) se inicia a instalação de um acelerador eletrostático do tipo Van der Graaf liderada pelo Professor Oscar Sala para a pesquisa em Física Nuclear Experimental. Enquanto isso, uma iniciativa da então recém-criada Financiadora de Pesquisas e Projetos (Finep), nos anos 60, para a importação de um acelerador também não foi bem-sucedida. Mais tarde, em 1970, a Universidade de São Paulo adquire um acelerador eletrostático do tipo Pelletron para estudos mais avançados em Física Nuclear Experimental.

 

Em 1979, durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza, a construção de um acelerador linear de prótons para a investigação de píons e outras partículas elementares foi levantada por José Leite Lopes e discutida, mas nunca realizada.

 

PROJETO E CONSTRUÇÃO: DE 1985 A 1996 >

LINHA DO TEMPO

1980

O então presidente do CNPq, Lynaldo Albuquerque, requisita ao diretor do CBPF, Roberto Lobo, propostas para a construção de um laboratório de pesquisa que fornecesse infraestrutura para pesquisadores de todo o país.

1982

A proposta de um acelerador de elétrons para o estudo da radiação sincrotronfoi apresentada formalmente à comunidade científica. Roberto Lobo assume a coordenação do Projeto e inicia os estudos de viabilidade sugeridos no encontro.

1983

Um comitê executivo é nomeado para o projeto, com a coordenação de Aldo Craievich, pesquisador do CBPF, e com membros externos ao centro ligados a UFRJ, UNICAMP e USP.

1984

Em 5 de dezembro, é formalmente criado o Laboratório Nacional de Radiação Síncrotron (LNRS) com direção temporária de Roberto Lobo.


HISTÓRIA

1980

O então presidente do CNPq, Lynaldo Albuquerque, requisitou ao diretor do CBPF, Roberto Lobo, propostas para a construção de um laboratório com uma grande máquina de pesquisa que fornecesse infraestrutura para pesquisadores de todo o país.

O início da década viu o surgimento das primeiras fontes de luz síncrotron da chamada segunda geração: aceleradores circulares de elétrons capazes de produzir radiação síncrotron especificamente para seu uso no estudo de materiais.

1982

Dentre as ideias consideradas, a proposta de um acelerador de elétrons para o estudo da radiação sincrotron foi apresentada formalmente à comunidade científica em um encontro com as principais sociedades científicas do país promovido pelo CNPq, em agosto.

 

Em setembro, Roberto Lobo renuncia à direção do CBPF e é nomeado coordenador do Projeto Radiação Síncrotron e responsável por estudos de viabilidade sugeridos no encontro.

1983

Um comitê executivo é nomeado para o projeto, com a coordenação de Aldo Craievich, pesquisador do CBPF, e com membros externos ao centro ligados a UFRJ, UNICAMP e USP.

1984

O conselho técnico-científico é nomeado, com a participação de cientistas de diversas instituições.

Em 5 de dezembro, é formalmente criado o Laboratório Nacional de Radiação Síncrotron (LNRS) com direção temporária de Roberto Lobo.