Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

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Concepção

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A história da construção de uma grande máquina para a realização de ciência de grande escala no Brasil tem início na década de 1950, com uma tentativa não realizada do então recém-criado Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para a operação de um sincrocíclotron – um tipo de acelerador de partículas circular – no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro.

Ainda nos anos 1950, na Universidade de São Paulo (USP) se inicia a instalação de um acelerador eletrostático do tipo Van der Graaf, liderada pelo Professor Oscar Sala, para pesquisa em Física Nuclear Experimental. Mais tarde, em 1972, a Universidade de São Paulo adquire um acelerador eletrostático do tipo Pelletron para estudos mais avançados nesta área.

Enquanto isso, uma iniciativa da então recém-criada Financiadora de Pesquisas e Projetos (Finep), nos anos 60, para a importação de um acelerador, tampouco foi concluida.

Em 1979, durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Fortaleza, a construção de um acelerador linear de prótons para a investigação de píons e outras partículas elementares foi levantada por José Leite Lopes e discutida, mas nunca realizada.

 

PROJETO E CONSTRUÇÃO: DE 1987 A 1996 >

LINHA DO TEMPO

1980 

O então presidente do CNPq, Lynaldo Albuquerque, requisita ao diretor do CBPF, Roberto Lobo, propostas para a construção de um laboratório com uma grande máquina de pesquisa que fornecesse infraestrutura para pesquisadores de todo o país.

1980 

O início da década viu o surgimento das primeiras fontes de luz síncrotron da chamada segunda geração: aceleradores circulares de elétrons capazes de produzir radiação síncrotron especificamente para seu uso no estudo de materiais.

1982 

A proposta da construção de um acelerador de elétrons para realizar estudos usando radiação síncrotron foi apresentada formalmente à comunidade científica em um encontro com algumas sociedades científicas brasileiras, promovido pelo CNPq em agosto de 1982.

1982 

Em setembro, Roberto Lobo renuncia à direção do CBPF para ser nomeado coordenador do Projeto Radiação Síncrotron. Ele seria responsável por desenvolver os estudos de viabilidade do projeto sugeridos no encontro.

1983 

Em 1983, um comitê executivo é nomeado para o projeto, com a coordenação de Aldo Felix Craievich, pesquisador do CBPF, e com membros externos ao centro, ligados a UFRJ, UNICAMP e USP. No ano seguinte é nomeado o conselho técnico-científico do projeto, com a participação de cientistas de diversas instituições.

1984 

O conselho técnico-científico do Projeto Radiação Síncrotron é nomeado, com a participação de cientistas de diversas instituições. Em 5 de dezembro de 1984 é formalmente criado o Laboratório Nacional de Radiação Síncrotron (LNRS), com direção temporária de Roberto Lobo e envolvimento dos pesquisadores Ricardo Rodrigues e Aldo Craievich.

1985 

Em janeiro, um grupo de pesquisadores, liderados por Ricardo Rodrigues, viaja para o Stanford Synchrotron Radiation Laboratory (SSRL), da Universidade de Stanford (EUA), para desenvolver o projeto conceitual de uma fonte de luz síncrotron para o Brasil. A foto mostra, da esquerda para a direita: Helmut Wiedemann (pesquisador do SSRL que supervisionou os brasileiros na ocasião), e os pesquisadores Liu Lin, Hélio Tolentino e Ricardo Rodrigues.

1985 

Os pesquisadores voltam com a proposta de uma máquina incluindo um acelerador injetor (booster) e um anel de armazenamento projetado para energia de 2 a até 3 GeV (giga eletron-volts). Por dificuldades financeiras e técnicas a energia de operação viria a ser reduzida para 1.15 GeV. A foto mostra o diagrama do anel de armazenamento e do sistema de injeção do Projeto 1.

1985 

Em fevereiro a cidade de Campinas é escolhida para sediar o laboratório. As outras cidades concorrentes foram São Carlos (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ). As fotos mostram a cidade de Campinas na década de 80.

Esquerda, foto de Alcides Almeida.

1986 

Em setembro acontece a nomeação de Cylon Gonçalves da Silva como diretor do Laboratório. Na mesma época o LNRS retira o termo “radiação” e muda de nome para Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS)


HISTÓRIA

1980

O então presidente do CNPq, Lynaldo Albuquerque, requisita ao diretor do CBPF, Roberto Lobo, propostas para a construção de um laboratório com uma grande máquina de pesquisa que fornecesse infraestrutura para pesquisadores de todo o país.

O início da década viu o surgimento das primeiras fontes de luz síncrotron da chamada segunda geração: aceleradores circulares de elétrons capazes de produzir radiação síncrotron especificamente para seu uso no estudo de materiais.

1982

A proposta da construção de um acelerador de elétrons para realizar estudos usando radiação síncrotron foi apresentada formalmente à comunidade científica em um encontro com algumas sociedades científicas brasileiras, promovido pelo CNPq em agosto de 1982.

Em setembro, Roberto Lobo renuncia à direção do CBPF para ser nomeado coordenador do Projeto Radiação Síncrotron. Ele seria responsável por desenvolver os estudos de viabilidade do projeto sugeridos no encontro.

1983

Em 1983, um comitê executivo é nomeado para o projeto, com a coordenação de Aldo Felix Craievich, pesquisador do CBPF, e com membros externos ao centro, ligados a UFRJ, UNICAMP e USP. No ano seguinte é nomeado o conselho técnico-científico do projeto, com a participação de cientistas de diversas instituições.

1984

O conselho técnico-científico do Projeto Radiação Síncrotron é nomeado, com a participação de cientistas de diversas instituições. Em 5 de dezembro de 1984 é formalmente criado o Laboratório Nacional de Radiação Síncrotron (LNRS), com direção temporária de Roberto Lobo e envolvimento dos pesquisadores Ricardo Rodrigues e Aldo Craievich.

1985

Em janeiro, um grupo de pesquisadores, liderados por Ricardo Rodrigues, viaja para o Stanford Synchrotron Radiation Laboratory (SSRL), da Universidade de Stanford (EUA), para desenvolver o projeto conceitual de uma fonte de luz síncrotron para o Brasil. A foto mostra, da esquerda para a direita: Helmut Wiedemann (pesquisador do SSRL que supervisionou os brasileiros na ocasião), e os pesquisadores Liu Lin, Hélio Tolentino e Ricardo Rodrigues.

Os pesquisadores voltam com a proposta de uma máquina incluindo um acelerador injetor (booster) e um anel de armazenamento projetado para energia de 2 a até 3 GeV (giga eletron-volts). Por dificuldades financeiras e técnicas a energia de operação viria a ser reduzida para 1.15 GeV. A foto mostra o diagrama do anel de armazenamento e do sistema de injeção do Projeto 1.

Em fevereiro a cidade de Campinas é escolhida para sediar o laboratório. As outras cidades concorrentes foram São Carlos (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Niterói (RJ). As fotos mostram a cidade de Campinas na década de 80.

Esquerda, foto de Alcides Almeida.

1986

Em setembro acontece a nomeação de Cylon Gonçalves da Silva como diretor do Laboratório. Na mesma época o LNRS retira o termo “radiação” e muda de nome para Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS)