Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

English

INAUGURAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO: DE 1997 A 2008

VOLTAR

A primeira Fonte de Luz Síncrontron brasileira e do hemisfério sul começa a ser projetada em 1987 e é inaugurada 10 anos depois, em 1997. Saiba mais sobre a história do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron no período de 1997 até 2008.

 

< PROJETO E CONSTRUÇÃO: DE 1985 A 1996

 

EXPANSÃO: DE 2009 ATÉ HOJE >

LINHA DO TEMPO

1997

Em primeiro de julho, a fonte de luz síncrotron UVX do LNLS é finalmente aberta às comunidades de ciência e tecnologia.

1998

O Laboratório deixa de existir como instituto do CNPq e se transforma na primeira instituição científica brasileira a ser administrada por uma Organização Social, a partir da criação da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron – ABTLuS.

1999

A atendendo a demanda dos usuários, a linha de instrumentação é adaptada em uma nova linha de difração de raios X (XRD2), e uma linha dedicada à litografia de raios X e UV (XRL) é construída, totalizando 10 linhas de luz.

2001

Conclui-se o comissionamento do novo acelerador injetor de 500 MeV, conhecido como Booster, aumentando assim o fluxo de fótons produzido pela fonte de luz síncrotron.

2003

Tem-se a atualização do sistema de radiofrequência do UVX para que o anel de armazenamento pudesse comportar a futura instalação de dispositivos de inserção.

2004

Há a abertura de uma nova linha de luz para usuários, XPD, dedicada a Difração de Raios X em Policristais, atendendo as demandas de uma crescente comunidade de usuários dessa técnica.

2005

Acontece a instalação do primeiro dispositivo de inserção do anel de armazenamento do LNLS, um Wiggler hibrido multipolar de 2 Tesla.

2006

Há a abertura para usuários da linha SAXS2 de Espalhamento de Raios X a baixos ângulos para os usuários. Encerra-se a implementação do novo sistema de blindagem e proteção radiológica da Fonte de Luz Síncrotron.

2007

Acontece a instalação do segundo dispositivo de inserção do UVX, um Ondulador de Polarização Elíptica (EPU) tipo Apple II. Foi também aberta para os usuários a linha XAFS2, segunda linha de estrutura fina de absorção de raios X.

2008

Tem-se ainda o início dos estudos preliminares para construção de um novo anel de armazenamento de baixa emitância para o LNLS, provisoriamente chamada LNLS-2.


HISTÓRIA

1997

Em primeiro de julho, a fonte de luz síncrotron UVX do LNLS é finalmente aberta às comunidades de ciência e tecnologia. Pouco antes, em abril,foi aberta a primeira chamada para que os pesquisadores desenvolvessem suas investigações no sincrotron.

 

Na época, a fonte contava com sete linhas de luz: Estrutura fina da absorção de raios X (XAS), espectroscopia de raios X moles (SXS), espalhamento de raios X a baixos ângulos (SAXS), difração de raios X (XRD), cristalografia de proteínas(PCR) e duas linhas de espectroscopia no ultravioleta, uma com monocromador de grade esferoidal (SGM) e a outra com monocromador de grade toroidal (TGM).

 

Em novembro, acontece a oitava reunião anual de usuários, a primeira após o início das operações, que já contava com comunicações científicas que incluíam resultados experimentais obtidos no LNLS.

1998

Paralelamente, o Laboratório deixa de existir como instituto do CNPq e se transforma na primeira instituição científica brasileira a ser administrada por uma Organização Social, a partir da criação da Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron – ABTLuS. A associação fica responsável pela gestão do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, sob forma de Contrato de Gestão assinado com o CNPq e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) em 29 de janeiro de 1998.

 

Ainda, as estações experimentais de fluorescência de Raios X (XRF) e de instrumentação (XRI) são comissionadas. O LNLS também começa a implantação do Centro de Biologia Molecular e Estrutural (CeBiME) que mais tarde, em 2009, se tornaria o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio).

1999

Em 1999, atendendo a demanda dos usuários, a linha de instrumentação é adaptada em uma nova linha de difração de raios X (XRD2), e uma linha dedicada à litografia de raios X e UV (XRL) é construída, totalizando 10 linhas de luz.

 

No mesmo ano, é inaugurado e aberto a usuários o Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME).

2001

Conclui-se o comissionamento do novo acelerador injetor de 500 MeV, conhecido como Booster, que permitiu a operação regular com uma corrente de injeção de 200 mA no anel de armazenamento, aumentando assim o fluxo de fótons produzido pela fonte de luz síncrotron. O início das operações do novo injetor apenas 3 anos após o início de seu projeto e a um custo consideravelmente menor que o praticado no mercado internacional demonstraram a consolidação da capacidade técnica de engenharia de aceleradores disponível no LNLS.

 

Ainda, ocorre a transferência do Laboratório de Microfabricação (LMF) do CPqD para o LNLS. Em julho do mesmo ano, José Antônio Brum assume como novo diretor da ABTLuS.

2003

Tem-se a atualização do sistema de radiofrequência do UVX para que o anel de armazenamento pudesse comportar a futura instalação de dispositivos de inserção: equipamentos capazes de produzir um fluxo muito maior de luz síncrotron do que os dipolos de curvatura.

 

Ainda, houve a introdução de um novo modo de operação da fonte de luz síncrotron: o modo single-bunch ou modo de operação em pacote único. Neste modo de operação é possível realizar experimentos com resolução temporal da ordem de nanossegundos, aumentando assim o escopo dos experimentos possíveis de serem realizados no LNLS. Ainda neste ano, na décima terceira reunião anual de usuários é apresentada pela primeira vez a necessidade de se iniciar os estudos sobre uma nova fonte de luz síncrotron.

 

Neste ano, há ainda a abertura da linha DXAS de Espectroscopia por Absorção Dispersiva de Raios X.

2004

Há a abertura de uma nova linha de luz para usuários, XPD, dedicada a Difração de Raios X em Policristais, atendendo as demandas de uma crescente comunidade de usuários dessa técnica.

 

Nos anos 2003 e 2004, o então Ombudsman do LNLS, Gerardo Gerson Bezerra de Souza, pesquisador do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no encerramento das 13ª e 14ª RAU, já destacava a necessidade de se iniciar os estudos sobre uma nova Fonte de Luz Síncrotron para o LNLS.

2005

Acontece a instalação do primeiro dispositivo de inserção do anel de armazenamento do LNLS, um Wiggler hibrido multipolar de 2 Tesla.

2006

Há a abertura para usuários da linha SAXS2 de Espalhamento de Raios X a baixos ângulos para os usuários. Encerra-se a implementação do novo sistema de blindagem e proteção radiológica da Fonte de Luz Síncrotron, melhorando as condições de trabalho dos usuários da fonte de luz síncrotron permitindo a permanência dos usuários no hall experimental mesmo durante os períodos de injeção de elétrons, já no início de 2007.

 

Ainda, é feita recomendação no Plano Diretor 2006-2009 da ABTLuS para a criação de uma força-tarefa que iniciaria os estudos de um novo anel de armazenamento de baixa emitância para o LNLS.

2007

Acontece a instalação do segundo dispositivo de inserção do UVX, um Ondulador de Polarização Elíptica (EPU) tipo Apple II. Foi também aberta para os usuários a linha XAFS2, segunda linha de estrutura fina de absorção de raios X.

 

Em dezembro, por decisão do Conselho de Administração, a pedido do então Ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), a ABTLuS passa a incubar o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE).

2008

Acontece o comissionamento e caracterização da linha de luz MX2 para cristalografia de proteínas – a primeira linha de luz do LNLS acoplada ao primeiro dispositivo de inserção (Wiggler) do UVX, o que significa maior fluxo de fótons e maior precisão em energia.

 

Tem-se ainda o início dos estudos preliminares para construção de um novo anel de armazenamento de baixa emitância para o LNLS, provisoriamente chamada LNLS-2. Um relatório é enviado ao MCT e, com a aprovação e a alocação dos primeiros recursos financeiros, os estudos continuam.

 

Em março, há a inauguração do prédio César Lattes, especialmente concebido para abrigar microscópios eletrônicos de alto desempenho, entre outros laboratórios, e a criação do Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes – C2Nano, vinculado ao LNLS.