Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

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Projeto e Construção

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Em 1987 foi iniciado o projeto de construção da primeira grande infraestrutura científica brasileira, planejada para funcionar em um laboratório multiusuário e aberto à comunidade científica, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron, LNLS. O desafio foi encampado em meio a um contexto político turbulento e economia hiperinflacionária, o que exigiu de seus precursores certo heroísmo e muita persistência.

Entre 87 e 97, o LNLS desenvolveu a tecnologia para construção do primeiro acelerador de elétrons do tipo síncrotron do Hemisfério Sul, e ainda a única infraestrutura do tipo em toda a América Latina. O planejamento e a construção de uma máquina de extrema complexidade exigiu a contratação e o treinamento de pesquisadores, engenheiros e técnicos, muitos dos quais seguem trabalhando neste campus. Este conhecimento acumulado ao longo dos anos, por meio das pessoas que aqui trabalharam é, até hoje, o maior patrimônio do LNLS.

Grande parte dos componentes que compõem o acelerador de elétrons do LNLS, precisou ser fabricado internamente, o que garantiu que a atual fonte de luz síncrotron fosse construída com um índice de nacionalização de 85%. Mais um desafio foi a capacitação e treinamento de pesquisadores para uso da luz síncrotron. O esforço do LNLS permitiu alavancar a comunidade de usuários da nossa fonte de luz de dezenas para mais 6500 pesquisadores.

Nossa trajetória repleta de desafios permite que, passados 30 anos de seu início, o LNLS siga sua vocação pioneira com a construção do Sirius. A nova fonte de luz síncrotron Sirius será a mais brilhante em todo o mundo, e terá em seu núcleo um acelerador de elétrons de última geração. É um projeto pioneiro neste tipo de tecnologia, que trará inúmeros benefícios para a ciência brasileira.

 

 

< CONCEPÇÃO: DE 1980 A 1984 INAUGURAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO: DE 1997 A 2008 >

LINHA DO TEMPO

1987 

A implantação do LNLS é iniciada em uma casa alugada na Rua Girassol, no bairro Santa Cândida, em Campinas. Nesta primeira sede começam as contratações de alguns físicos, engenheiros e técnicos.

1987 

O CNPq adquire galpão na Rua Lauro Vannucci, bairro Santa Cândida, que passou a abrigar a equipe do LNLS a partir de julho.

1988 

Ocorrem os testes do primeiro canhão de elétrons, equipamento responsável pela emissão dos elétrons que são posteriormente acelerados

1988 

Vista da oficina mecânica e escritórios, no Jardim Santa Cândida

1988 

Maquete da primeira proposta de campus para o LNLS.

1989 

O projeto original da Fonte de Luz Síncrotron é revisto por dificuldades financeiras e técnicas: o Booster é removido e a energia de operação do anel de armazenamento é reduzida de 2 para 1,15 GeV (giga elétron volts). A imagem mostra o projeto já concluído.

1989 

Em dezembro é concluída a construção de uma parte importante da máquina: o acelerador linear, ou linac, em uma versão com energia de 50 MeV, que emite o primeiro feixe de elétrons

1990 

Uma área de 38 hectares, localizada no Polo de Alta Tecnologia de Campinas, é cedida pelo estado de São Paulo para a construção da sede definitiva.

Equipe do LNLS durante a cerimônia de assentamento da Pedra Fundamental do futuro campus do LNLS, em uma área de 380 mil metros quadrados localizada no Polo de Alta Tecnologia de Campinas. A área foi cedida pelo Estado de São Paulo.

1990 

Em dezembro daquele ano, antes mesmo da construção da máquina, acontece a primeira Reunião (então Workshop) Anual de Usuários do LNLS, com o objetivo de discutir as características e prioridades das futuras linhas de luz. Na reunião, são apresentados os projetos preliminares das linhas de luz e estações experimentais.

Em dezembro, antes mesmo da construção da máquina, acontece a primeira Reunião Anual de Usuários do LNLS – então denominada “workshop”. O objetivo era discutir as características e prioridades das futuras linhas de luz que seriam implantadas no síncrotron. Na reunião, são apresentados os projetos preliminares das linhas de luz e estações experimentais.

1992 

Apesar da instabilidade econômica do início da década de 1990 levar ao atraso do projeto, é concluída a montagem da primeira linha de luz síncrotron, para radiação na região do ultravioleta (a futura linha de luz TGM). A linha é instalada para testes no Center for Advanced Microstructures and Devices, da Lousiana State University, nos EUA.

É concluída a montagem da primeira linha de luz síncrotron, para radiação na região do ultravioleta, a Linha de Luz TGM. A TGM é instalada no Center for Advanced Microstructures and Devices (CAMD), na Universidade da Louisiana (EUA). Na foto, Cylon Gonçalves da Silva, Antonio Rubens Britto de Castro, Eize Morikawa, José Geraldo Pacheco e Paulo de Tarso.

1995 

Em outubro, a construção do Prédio do Anel é concluída e a equipe do LNLS começa a se transferir para o local para o início da instalação do sincrotron.

1995 

Em novembro acontece a primeira Reunião Anual de Usuários realizada no campus definitivo. Nessa reunião, é anunciado que graças à alta qualidade dos magnetos produzidos pela equipe do LNLS, a energia dos elétrons seria elevada de 1,15 GeV para 1,37 GeV, aumentando o fluxo da radiação síncrotron produzida.

1996 

Em maio acontece a primeira volta de elétrons no anel de armazenamento e no segundo semestre as primeiras linhas de luz começam a ser instaladas. Em outubro, é observada pela primeira vez a luz síncrotron em uma das Linhas de Luz.


HISTÓRIA

1987

A implantação do LNLS é iniciada em uma casa alugada na Rua Girassol, no bairro Santa Cândida, em Campinas. Nesta primeira sede começam as contratações de alguns físicos, engenheiros e técnicos.

O CNPq adquire galpão na Rua Lauro Vannucci, bairro Santa Cândida, que passou a abrigar a equipe do LNLS a partir de julho.

1988

Ocorrem os testes do primeiro canhão de elétrons, equipamento responsável pela emissão dos elétrons que são posteriormente acelerados

Vista da oficina mecânica e escritórios, no Jardim Santa Cândida

Maquete da primeira proposta de campus para o LNLS.

1989

O projeto original da Fonte de Luz Síncrotron é revisto por dificuldades financeiras e técnicas: o Booster é removido e a energia de operação do anel de armazenamento é reduzida de 2 para 1,15 GeV (giga elétron volts). A imagem mostra o projeto já concluído.

Em dezembro é concluída a construção de uma parte importante da máquina: o acelerador linear, ou linac, em uma versão com energia de 50 MeV, que emite o primeiro feixe de elétrons

1990

Uma área de 38 hectares, localizada no Polo de Alta Tecnologia de Campinas, é cedida pelo estado de São Paulo para a construção da sede definitiva.

Equipe do LNLS durante a cerimônia de assentamento da Pedra Fundamental do futuro campus do LNLS, em uma área de 380 mil metros quadrados localizada no Polo de Alta Tecnologia de Campinas. A área foi cedida pelo Estado de São Paulo.

Em dezembro daquele ano, antes mesmo da construção da máquina, acontece a primeira Reunião (então Workshop) Anual de Usuários do LNLS, com o objetivo de discutir as características e prioridades das futuras linhas de luz. Na reunião, são apresentados os projetos preliminares das linhas de luz e estações experimentais.

Em dezembro, antes mesmo da construção da máquina, acontece a primeira Reunião Anual de Usuários do LNLS – então denominada “workshop”. O objetivo era discutir as características e prioridades das futuras linhas de luz que seriam implantadas no síncrotron. Na reunião, são apresentados os projetos preliminares das linhas de luz e estações experimentais.

1992

Apesar da instabilidade econômica do início da década de 1990 levar ao atraso do projeto, é concluída a montagem da primeira linha de luz síncrotron, para radiação na região do ultravioleta (a futura linha de luz TGM). A linha é instalada para testes no Center for Advanced Microstructures and Devices, da Lousiana State University, nos EUA.

É concluída a montagem da primeira linha de luz síncrotron, para radiação na região do ultravioleta, a Linha de Luz TGM. A TGM é instalada no Center for Advanced Microstructures and Devices (CAMD), na Universidade da Louisiana (EUA). Na foto, Cylon Gonçalves da Silva, Antonio Rubens Britto de Castro, Eize Morikawa, José Geraldo Pacheco e Paulo de Tarso.

1995

Em outubro, a construção do Prédio do Anel é concluída e a equipe do LNLS começa a se transferir para o local para o início da instalação do sincrotron.

Em novembro acontece a primeira Reunião Anual de Usuários realizada no campus definitivo. Nessa reunião, é anunciado que graças à alta qualidade dos magnetos produzidos pela equipe do LNLS, a energia dos elétrons seria elevada de 1,15 GeV para 1,37 GeV, aumentando o fluxo da radiação síncrotron produzida.

1996

Em maio acontece a primeira volta de elétrons no anel de armazenamento e no segundo semestre as primeiras linhas de luz começam a ser instaladas. Em outubro, é observada pela primeira vez a luz síncrotron em uma das Linhas de Luz.