Laboratório Nacional
de Luz Síncrotron

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O LABORATÓRIO NACIONAL DE LUZ SÍNCROTRON

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O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) é responsável pela operação da única fonte de luz síncrotron da América Latina.

 

A fonte de luz síncrotron de segunda geração, chamada UVX, foi projetada e construída por brasileiros e com tecnologia nacional, durante as décadas de 80 e 90, e inaugurada em 1997. O síncrotron UVX possui hoje 17 estações experimentais, chamadas linhas de luz, que permitem a execução de experimentos em diversas técnicas de análise microscópica da matéria usando radiação infravermelha, ultravioleta e raios X.

 

Todos os anos, as instalações do LNLS beneficiam cerca de 1200 pesquisadores brasileiros e estrangeiros, comprometidos com mais de 400 estudos que resultam em aproximadamente 200 artigos publicados em periódicos científicos. O laboratório também desenvolve parcerias com a indústria nacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação nas áreas de energia, produtos químicos, farmacêuticos e outros.

O LNLS está neste momento construindo o Sirius, uma fonte de luz síncrotron de quarta geração, planejada para ser uma das mais avançadas do mundo. Sirius será a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no País, planejada para colocar o Brasil na liderança mundial de geração de luz síncrotron. A nova fonte de luz síncrotron é projetada para ter o maior brilho dentre todos os equipamentos na sua classe de energia e comportar até 40 linhas de luz. Sirius abrirá novas perspectivas de pesquisa em áreas como ciência dos materiais, nanotecnologia, biotecnologia, ciências ambientais e muitas outras.


INSTALAÇÕES ABERTAS E MULTIDISCIPLINARES


Com instalações abertas, o LNLS atende pesquisadores acadêmicos e industriais de diversos países. Sua idealização como Laboratório Nacional representa um marco no desenho institucional da pesquisa no Brasil, o que viabilizou a construção e a implantação de uma grande instalação de pesquisa, de uso aberto.

 

Toda a comunidade de ciência e tecnologia do País tem acesso a uma infraestrutura extremamente sofisticada, que pode ser utilizada simultaneamente por vários grupos. Entre as vantagens está a eficiência na utilização de sua infraestrutura, já que o laboratório opera 24 horas por dia.

 

Ainda, o LNLS tem uma equipe própria de profissionais qualificados, capazes de fornecer conhecimento técnico para que pesquisadores de todas as áreas tenham acesso a esta ferramenta para suas investigações, mesmo que não tenham conhecimento prévio no uso de fontes de luz síncrotron. Seu molde de funcionamento também permite a manutenção de um ambiente de interação inter e multidisciplinar, que enriquece o aprendizado dos jovens pesquisadores.

 

Como um projeto de engenharia desafiador, o laboratório foi planejado para atrair pesquisadores e engenheiros, cuja capacitação promovesse o desenvolvimento de campos tecnológicos importantes para o País. O Laboratório também desenvolveu localmente o conhecimento sobre a construção dos aceleradores e das linhas de luz, com a produção de componentes e equipamentos no Brasil, sempre que possível. Esta estratégia reduziu o custo de construção de sua primeira fonte de luz síncrotron, além de permitir o domínio do conhecimento para a manutenção e atualização da máquina e da instrumentação científica ligada a ela.

 

Como resultado, o Brasil foi o primeiro País do Hemisfério Sul a reunir competências técnicas para desenvolver e operar um equipamento científico de grande porte como o síncrotron.

MISSÃO E VISÃO

 

Missão do LNLS: Atuar como Laboratório Nacional aberto, multiusuário e multidisciplinar e prover as comunidades acadêmica e empresarial com infraestrutura no estado da arte para pesquisa, desenvolvimento e inovação com uso da luz síncrotron.

 

Visão do LNLS: Ser reconhecido como laboratório que acolhe propostas científicas e tecnológicas com segurança, eficiência e qualidade relacionadas ao uso de luz síncrotron, bem como pelo desenvolvimento de novas tecnologias.


ADMINISTRAÇÃO


O Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) com outros três laboratórios nacionais: o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da Biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; o Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia de Bioetanol (CTBE), que investiga novas tecnologias para a produção de etanol celulósico; e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano) que realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país.

 

O CNPEM é uma organização social qualificada e financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações sob Contrato de Gestão.

 

Para mais informações sobre o CNPEM consulte o site.



COMITÊ CIENTÍFICO INTERNACIONAL


A cada dois anos, o Comitê Científico Internacional, formado por especialistas de grandes laboratórios síncrotron e pesquisadores de áreas correlatas, se reúne para avaliar a operação da fonte de luz síncrotron do Laboratório Nacional de luz Síncrotron (LNLS). O Comitê também é responsável por avaliar os projetos de melhoria da infraestrutura e os projetos de pesquisa e desenvolvimento realizados pela equipe do laboratório.

 

O Comitê Científico reunido em agosto de 2015 para a avaliação das atividades do LNLS nos anos de 2013 e 2014 foi composto pelos seguintes membros:

Andrew PeeleAustralian SynchrotronVictoria, Austrália
Galo Soler-IllaComisión Nacional de Energía Atómica, Centro Atómico ConstituyentesBuenos Aires, Argentina
Jean Susini (presidente)European Synchrotron Radiation Facility (ESRF)Grenoble, França
Jonathan LangAdvanced Photon Source (APS), Argonne National LaboratoryArgonne, EUA
José Antônio BrumInstituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)São Paulo, Brasil
Nicholas Bernard BrookesEuropean Synchrotron Radiation Facility (ESRF)Grenoble, França
Qun ShenNational Synchrotron Light Source II (NSLS-II), Brookhaven National Laboratory (BNL)Upton, EUA
Rosangela ItriInstituto de Física (IFUSP), Universidade de São Paulo (USP)São Paulo, Brasil
Thomas EarnestShanghai Synchrotron Radiation Facility, Shanghai Institute of Applied PhysicsShanghai, China